domingo, 20 de maio de 2012

A essência da matemática

     A vida é monótona. Por vezes torna-se constante. É uma linha recta, na qual, por vezes, nos intersectamos com outras vidas. É nesse cruzamento de linhas que conhecemos pessoas. Muitas vezes, elas permanecem durante longos períodos de tempo. Mas, outras vezes, é apenas uma intersecção momentânea. Uns minutos, umas horas, uns dias. Mais tarde há a separação. Aí separamo-nos de quem nos acompanha. Afastamo-nos da nossa origem. Deixamos para trás os amigos de longa data. As pessoas mais importantes e até mesmo as mais banais. Somos como que funções cúbicas e funções quadráticas. Podemos até virmos dos mesmos sítios, pelos mesmos motivos sermos grandes amigos mas, mais tarde ou mais cedo, cada um segue o seu caminho, tornando-se cada vez mais afastados. E noutros casos, noutras amizades é tudo ao invés. Por vezes tornamo-nos funções constantes. Por mais que o tempo avance não há afastamento (isto é raro, mas acontece). E no meio de tudo isto uma coisa é certa. Acabamos todos sozinhos, quer por esta ou por aquela razão. Pois, por mais longo que seja o caminho, vamos sempre perdendo algo. E, quando um amigo parte, ele leva sempre alguma parte de nós.
      Essa linha racta à qual chamamos de vida é limitada e, por vezes, também infinita. Apesar de não sabermos nem termos noção de quando o fim vai chegar esse fim está estabelecido.
     

     Agora entendo a minha stôra de matemática e quando ela diz que “A vida é como a matemática e nunca nos separamos dela”.

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