quarta-feira, 27 de março de 2024

Procuro-te

Procuro-te em todas e cada mota que passam por mim;

Procuro-te em todos os recantos onde fomos felizes;

Procuro-te em todas as fotos nossas que tenho guardadas;

Procuro-te em todas as mensagens que leio que trocámos;

Procuro-te na minha cama, sempre que acordo;

Procuro-te em cada lembrança que tenho nossa;

Procuro-te nas memórias que vivemos;

Procuro-te nas coisas que me ofereceste;

Procuro-te em todos os meus pensamentos;

Procuro-te nas letras das músicas que ouço;

Encontro-te, apenas e só, infelizmente, nos meus sonhos.

sábado, 23 de março de 2024

Saudade, frustração e tristeza

Ainda sobre a primeira mensagem que te mandei há dias… Ainda sobre as belas mensagens que trocámos durante alguns dias. E que animadoras e reconfortante foram :)

Na verdade o que queria escrever e te dizer não era bem o que escrevi…

Sinto a tua falta todos os dias e cada vez mais - esta é a verdade!! Não consigo compreender o quão burra, ingénua e estúpida consegui ser ao deixar-te para trás…

São cada vez mais as vezes que me vêm à memória todos os momentos que passámos juntos. As nossas horas de almoço quando estava a tirar a carta de condução. As nossas viagens de mota (sinto cada vez mais falta de sentir (redundância) o vento a bater no meu rosto, de te abraçar e de sentir o teu calor).

Lembro com grande admiração e entusiasmo a surpresa e emoção que foi na minha primeira semana de aulas na Covilhã, quando apareceste lá para me ir buscar. Foi tão inesperado e tão fantástico ver-te e ter-te ali comigo :)

É cada vez mais frequente passar nos sítios onde fomos felizes, numa ânsia de te ver e reviver esses momentos. E é tão frustrante, olhar para todos os lados, não te ver e perceber que não estás lá… 

Não consigo imaginar o quanto te fiz sofrer, depois de tudo o que lutámos para alcançar o que tínhamos.

Sou tão infeliz e incompleta por não te ter na minha vida… Faria tudo para voltarmos onde ficámos há 8 anos atrás… podíamos ter sido tão felizes e eu deitei tudo por água abaixo 🥲🥲🥲

sexta-feira, 15 de março de 2024

Cheia

Cheia de palavras para dizer;

Cheia de saudades;

Cheia de emoções;

Cheia de amor…

 


quinta-feira, 14 de março de 2024

Turbilhão de emoções

 Aqui estou eu, tantos anos depois…

- Porquê agora?

- Porque bateu aquela saudadinha e vontade de escrever, mesmo que ninguém vá ler. Porque é a única forma de libertar o que sinto e tenho cá dentro.

- O que mudou nestes anos todos?

-Garantidamente, muita coisa. Muitas delas para pior… (Fuck)

- Vontade de escrever? Sobre o quê? 

- Cada vez mais. Vontade de escrever sobre o que sinto e me vai na alma. Sobre as amarguras da vida. Sobre (o) arrependimento. Sobre uma vida feliz que tinha e que descartei sem olhar para trás…

- Saudade de quê? De quem?

- De quem me era tudo. Do meu porto de abrigo. Do meu ombro amigo. Do meu confidente. De quem me enchia o dia com coisinhas pequeninas mas cheias de significado e muito amor. De quem me orgulhava. Por quem os meus olhos brilhavam quando o via. Por quem eu me preocupava mais do que comigo própria. Por quem me fazia verdadeiramente feliz *.*

- Arrependimento(s)?

- Muitos. Muitos mesmo. Pensar nisso entristece-me ainda mais…

A vida segue. O tempo não pára. As pessoas mudam. E o amor? (O amor) esse esteve sempre lá e é cada vez mais notório que ainda continua com a mesma intensidade. As borboletas na barriga, essas são cada vez mais :)

terça-feira, 8 de maio de 2018

Verdade nua e crua

          Sempre fui gorda.
        Houve alturas, quando era mais nova, que a médica me chegou a avaliar como obesa. Tentava mudar a mentalidade da minha mãe e o modo como me alimentava mas todas as tentativas foram em vão. Cheguei a ter mais 10 kg’s do que o normal para a minha idade e altura.
       Olhando para trás, e vendo como eu era, chego à conclusão que nunca gostei de mim… Do meu corpo e muito menos do que via quando olhava ao espelho. À parte da minha cara (sempre me achei gira). Ainda hoje não gosto do que vejo ao espelho… Toda a minha família e os meus amigos dizem-me que assim estou bem (e que não preciso de emagrecer mais). Mas eu não consigo ver isso. Nem os meus olhos e muito menos o meu cérebro. Esse ainda está formatado para ver uma rapariga gorda e sem auto-estima. Por mais que tente não me consigo ver doutra maneira. Só me conheço assim.
      No final do verão do passado aderi ao estilo de alimentação Paleo. Na altura poucos foram aqueles que apoiaram a minha decisão. A maior parte das pessoas dizia que era uma paranóia e que mais tarde ou mais cedo ia acabar por ceder. Contra tudo e todos apostei cada vez mais nessa alimentação. Muitos foram os dias e noites que passei a pesquisar, ler e perceber como esta alimentação funciona e o impacto que tem no nosso corpo. Queria mostrar-lhes que estavam errados. Que ia seguir as minhas convicções e que ia ser bem-sucedida. Vivi numa constante batalha comigo própria. Foi nessa luta que encontrei todas as forças para conseguir vencer cada batalha que me ia surgindo. Hoje sou mais forte e mais segura de mim, sem dúvida.
      A primeira alteração notou-se logo ao fim de pouco tempo (1 semana talvez). O inchaço abdominal desapareceu quase por completo e, consequentemente, veio a perda de peso num total de 4kg’s (actualmente, quando as pessoas olham para mim dizem-me que perdi imenso peso :D). Aliado a todo este processo de mudança de alimentação incumbi-me de começar a praticar exercício físico (algo que não fazia à quase 5 anos). Hoje, são cada vez mais raros os dias em que não pratico exercício (pela manhã bem cedinho que é quando sabe melhor e gosto mais).  Só assim, aliando a alimentação com a pratica de exercício físico, é que  percebo o quão bem me sinto, não só física mas também psicologicamente.
       Não, hoje ainda não é o dia. Hoje, ainda não me vejo como os outros me vêm mas sei que essa dia há-de chegar.